quinta-feira, 22 de março de 2018

Renascimentos

Quantas vezes você já renasceu nessa vida? Nenhuma? Duvido!
Pelo menos alguma vez você já renasceu. Quando eu falo de renascimento, não é necessariamente uma quase morte, do tipo sofrer um acidente e quase morrer.
Eu digo de situações na vida que te derrubaram, te deprimiram, te entristeceram muito ou te fizeram perder a vontade de viver.
Sim, isso é muito normal, pois ninguém tem uma vida sem altos e baixos. Uns demonstram mais e outros menos, mas todo mundo passa por momentos difíceis.
Seria muito bom se a vida fosse linda e maravilhosa o tempo todo, mas se assim fosse, não evoluiríamos e não seríamos quem somos hoje.
Estou escrevendo sobre isso porque hoje me sinto mais forte e preparada para falar de um assunto delicado: o luto.
Em julho de 2016, minha mãe partiu para o mundo espiritual, o meu primeiro amor da minha vida partiu, e eu fiquei sem chão. Foi o pior dia da minha vida. Eu senti uma dor sem fim no meu peito, fiquei dias chorando e tudo perdeu sentido pra mim. Eu não escondi essa dor de ninguém, nem da minha filha. Como me fazer de forte se eu sentia que faltava uma parte de mim?
Com o tempo fui me refazendo do luto. Por fora eu acho que consegui disfarçar bem, mas por dentro tinha perdido a vontade de viver, não conseguia mais me sentir feliz. Me esforçava ao máximo pra ninguém perceber, principalmente meu marido e minha filha. Eu lutei dia após dia pra não querer morrer fisicamente, porque dentro de mim não me sentia mais viva.
Não tive pensamentos suicidas, mas não tinha mais medo da morte, na verdade não me importava se morresse logo. As coisas perderam sentido pra mim.
O tempo passava, e eu busquei ajuda psicológica e espiritual pra enfrentar o tão temido luto que teimava em não passar. Fui buscando de todas as formas renascer. 
Em julho de 2017, quando fez um ano que recebi a pior notícia da minha vida, prometi pra mim mesma que esse ciclo se encerraria. Um ano de luto já era o suficiente. Sofri, chorei, não me amava mais, não me importava mais... 
Dentro de mim ainda existia uma fagulha de luz, e essa luz foi voltando a crescer dentro de mim.
Pessoas maravilhosas continuaram em minha vida me ajudando sem perceber, outras novas amizades surgiram, e pouco a pouco fui voltando a me alegrar. 
Os dias cinzas voltaram a ter cor, meus choros de tristeza foram ficando raros, meu desânimo foi indo embora.
O processo ainda continua, mas hoje, quase dois anos após a partida de minha mãe, eu consigo me sentir melhor e mais forte. 
A gente sofre demais não aceitando o que já aconteceu e lutando contra isso como criança mimada. Não adianta, já foi! E remoer isso só fará mal.
Eu aprendi isso com a minha própria dor, comigo mesma. Troquei a melancolia por gratidão.
Sinto muita saudade ainda, e vou sentir pro resto da vida. Mas agora, quando lembro de minha mãe, meu coração consegue se encher de amor, porque a nossa história de amor foi linda demais.
Por mim, por ela, e por todos que eu amo e que me amam, eu tenho que continuar da melhor forma a viver. 
Por pior que seja seu sofrimento, viva-o, mas não o eternize. Sofra o que tiver que sofrer, chore o que tiver pra chorar, mas renasça, porque muitas coisas boas também virão, mas você só as perceberá se estiver renascido.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A importância de ser importante

Busque nas suas memórias afetivas da infância, e lembre das presenças ou ausências mais fortes na sua vida. Tenho certeza que serão seus pais.
Se você os teve presentes na sua vida quando foi criança, terá muitas histórias que confortarão seu coração.
Na maioria das vezes, nossas realizações são feitas esperando a aprovação de nossos pais através de um olhar, um sorriso, um abraço ou um elogio.
Nem sempre são eventos tão grandiosos e significativos aos olhos dos pais, mas para as crianças é de grande valor.
Lembro-me que uma vez apresentei uma peça teatral da escola da Dona Baratinha. Eu fui a Dona Baratinha. Me empenhei ao máximo como atriz mirim. Atuei da melhor forma que podia. No final, eu procurei na platéia algum olhar conhecido de admiração, mas não encontrei. Meus pais não foram. Tiveram os motivos deles, algum compromisso importante que não poderiam faltar. Já faz 30 anos que isso aconteceu, e olha como me marcou. Foi o dia que me senti esquecida e sem importância pra eles. Foi só um dia, mas marcou. Porém, eles foram presentes em outras situações em minha vida.
Não fiquem com dó de mim, tá! Só contei esse fato pra exemplificar pra vocês.
Quando uma criança faz uma descoberta, aprende algo novo, ela quer mostrar para os pais a novidade, quer uma aprovação. E mesmo quando crescer, seu filho vai procurar seu olhar no meio da multidão, porque o seu reconhecimento é o mais importante de todos.
Hoje eu sou mãe, e vejo isso com minha filha. Desde que ela nasceu, ela busca meu olhar e eu retribuo. 
Às vezes ela me chama, pra mostrar um desenho que fez, pode parecer bobo pra mim, mas eu demonstro pra ela que é tão importante quanto ela acha, e a elogio. São segundos que paro pra olhar e dar um pouco de atenção. Isso é realmente necessário e importante.
Na natação ela está na piscina fazendo o que o professor pede, e logo depois que termina ela já me procura, olha, dá tchauzinho pra ter certeza que estou olhando. No final, eu digo que vi o que ela fez e que está cada dia melhor.
Nas apresentações da escola ela sempre procura por mim e pelo pai. Fica toda feliz e orgulhosa. E nossos corações transbordam de amor acompanhando cada pequena conquista de nossa filha.
Saber que temos com quem contar de verdade nos dá uma grande segurança de seguir em frente. Crescer, cumprir nossas missões e encontrar em qualquer platéia o olhar dos nossos pais nos apoiando e aplaudindo, isso não tem preço.
Hoje, aos 37 anos, sinto uma falta imensa dos meus pais. Fico com as lembranças e com a gratidão por tudo que fizeram por mim.
Meu papel não é mais de filha, e sim de mãe, o qual procurarei desempenhar da melhor forma, procurando ensinar pra minha filha o que realmente é importante na vida: a presença de quem amamos! 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Não seja amigo(a) de seu(sua) filho(a)

Isso mesmo! Não seja amigo do seu filho.
Se você colocou em primeiro lugar, na sua relação com seu filho, ser amigo dele, me desculpe, mas está errado.
O seu papel agora é de pai ou mãe. E esse papel não é tão legal assim.
Você terá que ser chato e exigente. Seu filho vai chorar, te xingar e te odiar, mas isso dura pouco, em relação aos resultados obtidos.
Um filho não é uma planta ou um animal de estimação. Um fílho é um ser humano pelo qual você será responsável pela formação. Olha o tamanho da responsabilidade! Mas não se assuste e nem se preocupe, pois tenho certeza que será capaz de fazer um bom papel, desde que esteja bem atento na sua função.
Estou escrevendo o texto no gênero masculino, mas vale para as mulheres também, ok?
Continuando...
Muitas pessoas não tem a noção da dimensão da responsabilidade de ser pai ou mãe de verdade. E isso é preocupante. Que adultos essas crianças se tornarão?
Para evitar um choro, uma cara feia, uma birra, muito optam em ceder e dizer sim para seu filho. Um choro muitas vezes nos enlouquece, mas temos que ser mais forte que isso. Uma criança faz de tudo pra nos vencer pelo cansaço, mas temos que ser mais fortes que eles.
O trabalho é constante. Você vai falar milhares de vezes a mesma coisa, até entrar na cabecinha do seu filho.
Converse e explique o porque de suas decisões com a criança. O por quê você fez ou não alguma coisa, e no final pergunte se a criança entendeu. E até confirme se ela entendeu, fazendo ela falar com as palavras dela o que você acabou de falar. Sim, é sempre bom confirmar!
Seja presente na vida desse serzinho, eu disse SEJA PRESENTE, e não encha seu filho de presentes ou de tudo que ele quiser e pedir.
Quando estiver com ele, esteja de verdade. Converse olhando nos olhos, se esforce pra brincar um pouco, mesmo que não leve jeito ou esteja cansado, deixe esse celular de lado (vício horrível), dê carinho, pergunte como foi o dia dele, conte um pouco do seu dia ou alguma história sua.
Essas memórias afetivas são de extrema importância para a vida adulta.
Nas refeições, procurem fazê-las juntos à mesa, sem TV ligada ou celular na mão. Coloque uma música agradável e saboreiem a comida.
Ás vezes, tudo o que estou escrevendo parece tão tolo e óbvio, mas sei que muitos não se dão conta disso porque estão no piloto automático. Não estão tendo consciência da vida. Não conversam sobre seus sentimentos.
Não devemos deixar nosso lado humano se perder, o nosso lado mais bonito.
Se a vida te deu a oportunidade de ser pai ou mãe, então desempenhe seu papel da melhor forma.
É um trabalho e tanto, mas também será uma alegria imensa quando você ver o resultado disso tudo.
Se você for um bom pai ou uma boa mãe, você já estará sendo o melhor amigo do seu filho.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Mudanças de planos

Há 6 anos, quando resolvi criar esse blog, tinha em mente relatar minha jornada como mãe. Por um tempo, consegui seguir com esse propósito.
Nesse tempo muitas coisas aconteceram, minha vida mudou, não tive disciplina pra fazer o que tinha proposto. Mas não tem problema.
Eu amo escrever, e minha cabeça é um baú cheio de ideias.
Resolvi continuar com o blog, porém com uma nova proposta. Gostaria de escrever sobre coisas da vida.
Atualmente tenho estado mais ainda em busca de uma evolução pessoal e espiritual.
Por aqui, vou procurar relatar minhas ideias e acontecimentos.
Quem tiver interesse e curiosidade, todos estão convidados a ler e participar.
Podem me enviar ideias de pautas que ficarei muito feliz em escrever.
Agora é só organizar as ideias e escrever o que penso e sinto.
Até mais...



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A importância de ser mãe

Não me lembro se já comentei aqui, mas nunca fui do tipo de mulher que sempre sonhou em ser mãe, porém, quando bateu o instinto materno, eu não me enganei.
Hoje, vejo minha filha com 5 anos, e lembro de tudo que vivemos juntas.
Minha mãe partiu no dia 24/07/2016. Foi a maior dor que senti na minha vida. Eu queria minha mãe pra sempre, mas tudo tem seu tempo.
Transformei o luto em gratidão, e lembro de todas as coisas boas que ela fez, me ensinou e de quanto me amou. Aliás, o quanto nos amamos. 
Tive a sorte de ter uma mãe maravilhosa. Pudemos viver um relacionamento feliz de mãe e filha.
Agora não a tenho mais aqui. Devo continuar minha jornada apenas de mãe.
Vejo como minha filha me copia. E então percebo a importância das minhas atitudes, muito mais do que minhas palavras.
Tenho a obrigação de ser uma pessoa melhor, pois tenho a responsabilidade de passar minha vivência para uma pessoa que gerei e que amo demais.
Se você é mãe, não pode ser egoísta. Percebeu o seu grau de importância no mundo?
Não se assuste! Apenas assuma a responsabilidade e seja o seu melhor nessa vida.
Tenho certeza que sua presença sempre será forte na vida do seu filho.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Há 6 anos eu descobri...

Há exatos 6 anos, eu descobri que estava grávida.
Hoje o facebook me lembrou isso. Essa lembrança me fez pensar em tudo que já passei desde lá.
Luisa está com 5 anos. Uma menina muito esperta, carinhosa, vaidosa e de personalidade muito forte.
Mais uma vez, vou procurar deixar meu blog mais atualizado.
Hoje vou colocar uma foto da Luisa bebê e uma foto atual.
Se você estiver esperando um bebê, ou já estiver com ele no seu colo, aproveite bem, pois sempre me diziam o passa rápido, e eu não acreditava. 
Os bebês nos encantam e também nos enlouquecem, mas depois sentimos saudades de tudo isso. Pode parecer estranho, mas é verdade..rs

Luisa com 1 mês

Luisa com 5 anos


quarta-feira, 13 de julho de 2016

O tempo voa

Hoje resolvi visitar meu blog que estava esquecido. Só então me dei conta de como o tempo voa.
Daqui 2 meses, Luisa fará 4 anos. E quantas coisas aconteceram...
Não sou mais a Fernanda de antes. Eu brinco e digo que a maior loucura que uma mulher pode cometer é ser mãe. Sim, é uma loucura, uma grande responsabilidade, mas recebemos grandes recompensas em forma de amor, beijinhos, sorrisos e abraços.
Aproveite ao máximo o tempo com seu filho, acompanhe suas conquistas, ensine-o coisas boas e converse com ele.
Outro dia, Luisa estava no meu ventre, e hoje é uma criança sapeca. 
A vida passa rápido.
E como diz a música do Lulu Santos: 
"Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir"

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Luisa rumo aos 8 meses

Amanhã, 10 de maio de 2013, Luisa completará 8 meses.
O tempo voou...
Ela é muito esperta e sorridente. Por enquanto, um sorriso vazio. Nenhum dente deu sinal na boca dela.
Em todo esse tempo, não ficou doente. O máximo que ficou, foi resfriada e ficou febril por 2 dias. 
Ainda continua mamando no peito, mas também come frutas e papinha salgada. Frutas aceita muito bem, agora a papinha salgada cada dia é uma surpresa. Há dias que come muito bem, mas outros que fico louca. Não adianta, toda mãe se preocupa com a alimentação do seu filho. Até que eu sou light, não insisto muito. Fico nervosa, mas seguro minha onda pra situação não piorar...rs
Hoje gostaria de registrar oficialmente que a Luisa me chamou. Sim! Ela falou MAMÃE! E ainda me chamou com a mãozinha! Pena que tava choramingando...rs Mas eu amei mesmo assim! Ela já fala DA DA também. Preciso filmar pra guardar de lembrança.
No chão da sala coloquei um edredon pra ela ficar brincando. Agora já fica sentada sozinha sem tombar. Ela fica boazinha brincando com seus brinquedos e assistindo desenhos da TV Cultura.
Domingo, dia 12 de maio, será meu primeiro Dia das Mães como mãe.
Depois conto pra vocês como foi.
Até a próxima!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ah, os hormônios...

Eu já sabia que mulher é um ser movido a hormônios, mas quando está gestante e no pós parto a situação se agrava.
Não há regras, pois uma mulher é diferente da outra.
Minha gestação no geral foi tranquila, mas os sentimentos e pensamentos foram uma loucura.
Tudo que um ser humano possa pensar e sentir, eu pensei e senti. Ilusão pensar que tudo é lindo e maravilhoso como contam por aí.
Não posso reclamar da minha gestação, não passei mal, não tive enjoos e consegui levar minha vida normalmente. Porém, minha cabeça estava a mil por hora. E muitas vezes, a culpa batia na minha porta.
Por isso, se você pensou ou sentiu coisas horrendas na sua gestação, não se sinta um monstro, isso é muito normal. Lógico, que deve ser policiado, pois tudo que é demais ou de menos não é salutar.
Depois que minha filha nasceu, pensei que todos efeitos dos hormônios passariam e eu voltaria a ser como antes. Ah, mero engano! Quando a Luisa nasceu, eu fui tomada por uma sensibilidade imensa, um ciúmes louco e um amor sufocante.
Eu olhava minha filha e chorava, chorava, chorava. Mas era um choro de alegria, emoção e amor. Era uma coisa louca! Meu marido ficou assustado, mas eu dizia pra ele ser paciente, pois eu sabia que era culpa dos hormônios e passaria.
Não queria que ninguém, sem ser eu e meu marido, pegasse minha filha no colo. Meu sangue fervia só de pensar. Não passei por cima do meu sentimento, e pedia pra que ninguém a pegasse pois eu tinha ciúmes. Melhor coisa que fiz. Ignorar isso só faria eu me sentir pior.
Depois da turbulência da chegada de uma filha e uma tempestade de hormônios, o que eu mais queria era o sossego da minha casa e um tempo pra assimilar tudo.
Mas sempre aparece uma pessoa pra dar palpite e dar conselho sem você pedir.
Então, gente, se liga! Respeitem uma mãe que acabou de dar a luz e fale o mínimo possível. Isso vale para alguns meses após o nascimento...rs
Eu evitei muitos conflitos porque respirei fundo e ignorei muita bobagem que ouvi. Uma mulher que se tornou mãe recentemente é mais perigosa do que uma mulher com TPM (tensão pré menstrual).


quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Saga das Papinhas

Ontem, dia 10 de abril, Luisa completou 7 meses de vida. Há um pouco mais de um mês a pediatra instruiu a começar a dar alimentos sólidos, começando pelas frutas e depois as papinhas salgadas.
Desde que a Luisa nasceu, não tive nenhuma dificuldade em amamentá-la. De primeira ela pegou meio seio direitinho e ama mamar.
O leite materno além de saudável para o bebê e para a mamãe, é muito prático. A qualquer hora, lugar e momento que minha filha precisar, eu posso alimentá-la. Bom, pelo menos era assim há um mês.
Como a Luisa sempre mamou bem, eu tive a doce ilusão que ela pegaria os alimentos sólidos e sucos de primeira.
Comecei pelas frutas, ou melhor, pela fruta, uma banana. Amassei bem amassada com todo amor e carinho, coloquei num pratinho, peguei uma colherinha. Preparei a Luisa no carrinho, sentadinha, com babador e paninho pra limpar a sujeira. Fui feliz, contente e esperançosa. Colher a postos, em direção à boca da minha pequena. Ela me olhou com cara de ué e nem abriu a boca. Várias tentativas pra ela pelo menos sentir o gosto... até que abriu a boca, coloquei um pouco de banana, daí ela empurra pra fora da boca, colocando a língua pra fora. Aí, eu descobri que ela não tinha a menor ideia do que era comer, afinal ela só sabia sugar. Isso era só o começo.
Bom, desde então toda semana é um Deus nos acuda as horas de papinha. Agora ela aceita bem as frutas, come direitinho, principalmente mamão e banana.
Há quase duas semanas iniciei as papinhas salgadas. Ela mal abre a boca pra elas, muitas vezes nem prova. Fico doida da vida. Tento de tudo, ela chora de um lado e eu me estresso do outro. Sei que uma hora ela vai ter que comer, então vou tentando, tentando até a hora que ela pegar gosto pela papinha salgada igual pegou pelas frutas.
Vejo outras mamães alimentando seus bebês com muita facilidade, e eu morro de inveja...rs. Bom, talvez elas tenham passado por esse apuro que tenho passado.
Já li que o bebê tem que ter rotina e horários. Rotina até temos, mais pra dormir à noite e acordar de manhã. Mas, durante o dia não tem nada com horário fixo. As mamadas e os cochilos não são iguais todos os dias. Então tenho dificuldade em estabelecer horários fixos para as papinhas, eu encaixo conforme os acontecimentos do dia.
Antes da Luisa, as pessoas falavam várias coisas sobre bebês, mas nunca me disseram sobre a Saga das Papinhas...rs
É um grande teste de paciência, viu! Mas eu sou mãe e não desisto nunca!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Os filhos são espelho dos pais

Não adianta gastar saliva com lindos discursos para seu filho, se na prática você não faz nem metade do que diz para seu filho fazer.
As crianças se espelham nos seus pais. Então, preste mais atenção nas suas atitudes, pois tem alguém de olho em você pra te imitar.
O vídeo a seguir mostra bem isso.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Minha primeira declaração após o parto

Logo que a Luisa nasceu, fui tomada por um amor imenso, intensificado pelos hormônios eu era emoção pura.
Sou usuária assídua do facebook, e foi lá que fiz minha primeira declaração sobre a maternidade.
A declaração abaixo foi feita no dia 14 de setembro de 2012.

"Sumi por causa de um grande motivo. Até dava pra eu entrar na net, mas no momento estou num êxtase profundo. Eu temi a tal depressão pós parto, mas o que tenho sentido é extremamente o oposto. É um amor tão grande que mal cabe dentro de mim. Se eu fico muito tempo olhando a Luisa, fico emocionada e começo a chorar de tanta alegria. Meu marido está sendo mais maravilhoso do que eu pensava. Eu poderia escrever um livro nesses 4 dias só descrevendo o que houve. Eu queria que todo mundo pudesse sentir esse amor e alegria que eu tenho sentido. Minha filha é um anjo lindo, calminha e doce. Quase não chora. Ela têm despertado o que há de melhor em mim e no meu marido. Está mamando direitinho no peito. Eu não quero mais nada na vida. Depois eu coloco fotos e escrevo mais sobre os acontecimentos. Agradeço a todos por tudo."

domingo, 27 de janeiro de 2013

Música que traduz o amor

Quando tive a Luisa, uma música que traduz o amor que senti foi Êxtase do cantor Guilherme Arantes.
Abaixo, partilho com vocês a letra e o vídeo da música. Muito linda!

Eu nem sonhava
Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...(5x)




sábado, 26 de janeiro de 2013

Ser mãe vai além de dar a luz

Sou mãe há apenas 4 meses e meio. Pouquíssima experiência, mas muitos anos de observação.
Antes de decidir ser mãe, pensei, analisei e observei muito. Sei que posso errar e falhar com a minha filha, porém sempre tentando acertar.
Filho não é um boneco. É um ser humano que tem sentimentos e entendimentos. É um espírito que veio em sua vida para transformar, aprender, ensinar e amar.
Quando você tem um filho, você está moldando um ser para o mundo. A meu ver, a pessoa nasce com sua personalidade, mas o meio em que vive influencia muito no ser em que vai se tornar.
Sem tem dúvida no que tem ensinado ou dado ao seu filho, imagine isso de volta pra você e multiplicado por dez. Se o resultado disso for bom, você está no caminho certo, mas se o resultado disso não te agradar, tá na hora de mudar a estratégia.
Um filho não é um animal de estimação, que você dá comida, água, banho, brinca de vez em quando, leva pra passear e tá tudo certo. Repito mais uma vez, é um ser humano.
Estou entrando nesse assunto, porque dia desse vi uma mulher com dois filhos pequenos que ignorava a existência deles. Isso me entristeceu muito.
É tão grave uma mulher que pari e não sabe ser mãe, pois as consequências para essas crianças ruins. Só para vocês terem uma ideia, a filha dessa mulher tem 3 anos e 8 meses, ela ainda usa fraldas, vive com assaduras e quase não fala. O descaso dessa mãe está comprometendo o desenvolvimento dela. Não vi nenhuma demonstração de afeto por parte da mãe com a menina.
Ter um filho e deixar que as coisas aconteçam por si só não é o caminho. 
O caminho é o amor. Pois acredito que um mundo com crianças criadas com amor, será um mundo com adultos melhores.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A mãe e o bebê do século XXI

Em setembro de 2012 me tornei mãe, e esse acontecimento fez eu me transformar em vários aspectos.
Diante dessas transformações, comecei a observar e a analisar a relação entre mães e bebês. Muitas pessoas se surpreenderam pela mãe que me tornei, entre elas, a minha própria mãe. Embora, para mim, tudo o que tenho feito seja muito normal para uma mãe fazer. Dizem que sou muito paciente, faço tudo pela minha filha com muito amor, dou atenção, entre outras coisas.
Estou dizendo isso porque hoje em dia as pessoas comentam o quanto os bebês de hoje são mais espertos e desenvolvidos do que os de algumas décadas atrás. Sim, isso pode ser um sinal da evolução do ser humano, mas acredito que não seja só isso.
Acho que os bebês de hoje são diferentes porque os pais de hoje são diferentes. Não quero condenar, nem criticar os pais de antigamente. Sei que a maioria deles fizeram o melhor pelos seus filhos diante do que sabiam e conheciam.
Já ouvi falar que os bebês recém nascidos ficavam embrulhados em mantinhas, igual charutinhos, durinhos, em quartos escuros. 
Muitas mães davam leite engrossado para seus bebês, pois as avós davam palpites dizendo que o bebê não estava engordando, que o leite era pouco, que o leite era fraco... Imagino como as mães dessa época sofriam.
Achando que o bebê não entendia nada e nem interagia, muito pais simplesmente ignoravam que tinham um ser que poderia reagir a estímulos, o deixavam no berço, chiqueirinho, cercado ou colo, pouco conversavam, ou apenas diziam coisas sem nexo com guti-guti, nenê, dá-dá....
Tá, eu sei que um bebê não tem a compreensão do mundo como temos, mas também não são tão tolo como muitos julgam.
Apesar de tudo, os bebês do passado estão aí no mundo, em sua maioria vivendo bem e sem problemas.
Isso me alivia, pois eu fui um desses bebês...rs
Pra que mudar, se deu certo assim?
Bom, eu acho que a mudança veio naturalmente. A partir de vivências e estudos, muitas coisas foram esclarecidas, e a tendência que o ser humano se desenvolva humanamente e espiritualmente é forte.
Eu não faço as coisas para minha filha para provar nada a ninguém, eu faço naturalmente. Para mim é muito prazeroso estar com ela. Amamento com leite materno com muita alegria e satisfação. Troco, dou banho e cuido sem achar cansativo ou trabalhoso. Brinco e a estimulo sem pressa e sem obrigação.
A recompensa que ganho é ver minha pequena se desenvolvendo bem a cada dia com saúde, seus sorrisos lindos e seu olhar iluminado.
Se eu puder dar dicas para as novas mamães, eu listaria algumas:
  • Nunca subestime seu bebê, ele compreende e sente o que acontece ao seu redor
  • Não contenha o amor que sente pelo seu bebê, demonstre-o e dê muito carinho sem censura
  • Ouça os conselhos que te derem, mas só siga os que você acredita
  • Escute seu instinto de mãe, ele nunca falha e você fará a coisa certa
  • O que é bom pra outro nem sempre é bom pra você
  • Observe outras mamães e bebês, as experiências dos outros servem como exemplos para nós
E desista em ser a mesma mulher que antes, agora você é mãe, e depois dessa revolução em sua vida você será uma nova mulher e sua vida será outra.




sábado, 19 de janeiro de 2013

Significado do nome Luisa



Minha princesa se chama Luisa. Eu sempre gostei desse nome porque o som lembra luz, soa suave e forte ao mesmo tempo, e pensava que quando tivesse uma filha colocaria esse nome.

Pesquisei muito antes de escolher o nome da minha bebê. Meu marido não se importou que eu escolhesse e depois concordou com a escolha.
Partilho com vocês o significado que encontrei, e depois conto umas curiosidades sobre isso.

Significado do Nome Luísa

Feminino de Luís. Nome de origem germânica, que significa "guerreira gloriosa", "combatente famosa" ou mesmo "famosa nas batalhas".
Vem do germânico Chlodovech, composto pelos elementos hlud que significa "fama" e ewig "guerreira". Esta forma deu origem ao nome Ludwig, que mais tarde recebeu uma adaptação no latim, Ludovicus. 
A língua francesa transformou esse nome em Louise (Louis na versão masculina), e a língua inglesa lhe deu a forma arcaica Luese (usada no século XVIII), que acabaram originando as versões em português e espanhol, "Luísa".
Luísa foi o nome de várias duquesas, princesas e rainhas ao longo da história.
As principais variantes desse nome são LuizaLuise e Luíze.




Curiosidades:

Luise era o nome da minha avó parterna e o segundo nome da minha irmã mais velha Petra. At pensei em colocar o nome da minha bebê de Luise, mas essa história de colocar nomes iguais na família não me agrada muito.
Ludwig era o segundo nome do meu pai Willi.
Coincidência ou destino? Não sei! Só sei que minha pequena tem de tudo para ser uma princesa lutadora.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Primeira publicação após o nascimento da Luisa

5 meses após a última publicação no meu blog, cá estou eu novamente.
Não se preocupem, pois está tudo bem. Precisei desse tempo pra me adaptar, criar uma nova rotina e viver essa nova vida de mãe.
Vou aproveitar e contar como foi o dia que a Luisa nasceu.
No dia 10 de setembro de 2012 às 15h20 nasceu minha pequena Luisa de parto cesárea na Maternidade Mogi D´or em Mogi das Cruzes. Luisa nasceu com 51 cm e 3,680 kg.
Eu queria muito que fosse parto normal, mas no dia 09 de setembro completou 40 semanas de gestação, a bebê estava sentada, era muito grande e eu não tinha dilatação. Não teve jeito, tive que marcar a tal temida cesárea.
No dia 10, pela manhã, eu já tinha consulta marcada com a minha médica. Ela me examinou pela última vez, e me encaminhou para o hospital.
Ah, no dia da consulta, chegando ao consultório, levei um tombo na calçada. Foi um susto danado, não bati a barriga porque me apoiei com as mãos no chão. Ralei os joelhos, fiquei assustada e chorei. Muitas pessoas me ajudaram a levantar. Meu marido ficou preocupado, mas graças a Deus foi só um susto. Tinha que ter uma presepada comigo, senão não era eu....rs
Eu e o Junior fomos pra casa pegar minha mala e da bebê. Desde então fui ficando em jejum conforme recomendado. 
Sentei no sofá, e pensei sobre tudo que aconteceu em 9 meses, que em breve eu estaria com minha bebê comigo. Aquele rostinho que eu tanto quis ver, aquele ser que eu quis tanto conhecer... Nossa, aquela sensação que chegou a hora era muito emoção. Chorei, abracei e beijei o Junior. Seguimos para o hospital às 12h00.
Ao mesmo tempo que parecia que o tempo não passava, tudo aconteceu muito rápido. Quando percebi estava no pré parto com mais duas futuras mamães. Fiquei conversando pro tempo passar. Logo eu estava só, esperando minha vez quando começo a sentir dor, como se fosse uma cólica, eram as tais contrações. Sim, Luisa tava avisando que estava na hora de chegar. Isso me deu um alívio, pois um dos motivos que queria parto normal era para que minha bebê me avisasse o momento de vir ao mundo.
Quando vi, estava na sala de cirurgia, com o Junior do meu lado. Sem sentir nada da cintura pra baixo, um pano cobrindo minha visão do pescoço pra baixo, eu ouço: "Nasceu!" E logo ouço o choro tão esperado. Pegaram minha bebê para eu ver, foi tão rápido, tiraram uma foto trêmula, mas eu vi o quanto ela era linda.
Enquanto ela foi pro berçário, eu fui me recuperando e logo fui pro quarto.
Quando a peguei no colo foi uma sensação única. Um ser tão puro e doce que estava dentro de mim, agora eu posso sentir, ver, pegar...
Luisa pegou no peito com muita facilidade, mamou de primeira, não sentir dor, senti muita alegria e prazer em poder amamentar minha filha. Foi muito natural e emocionante. A enfermeira veio no quarto pra me ajudar a amamentar, mas quando viu eu já estava lá alimentando minha filha.
Três dias depois, eu e Luisa tivemos alta e fomos pra casa.
Esse é o relato do nascimento da minha filha Luisa.

Luisa, eu e Junior. Nossa primeira foto. Dia 10/09/12, o dia que nasceu a Luisa, uma mãe, um pai e uma nova família


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ensaio de fotos grávida

Como mãe, mulher, grávida e fotógrafa, não poderia deixar de fazer umas fotos minhas grávida. 
Infelizmente, não consegui fazer nenhuma foto com meu marido, pois no período ideal para as fotos eles estava trabalhando de domingo a domingo e não pude ter a presença dele nos ensaios.
Primeiro, eu mesma fiz algumas fotos. Eu mesma me produzi, coloquei a máquina no tripé, usei o controle remoto e fiz meu autoretrato de grávida em casa mesmo.
Nessas fotos eu estava com 25 semanas (5 meses e meio).




quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Vídeo fofo da Johnson´s Baby



Esse vídeo é muito lindo! A primeira vez que vi até chorei. Aliás, quase sempre choro quando vejo.
Em apenas 30 segundos podemos entender um pouco a vinda de um bebê em nossa vida.
Compartilho com vocês, espero que gostem!







quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Pai desesperado dorme no berço da filha


Esse vídeo, embora engraçado, não é o recomendado a se fazer. Tá, eu sei que minha filha não nasceu ainda e nem sei muito o que fazer se ela ficar chorando na minha cabeça se não quiser dormir.
Para evitar uma situação dessa, tenho lido muito sobre o sono do bebê.
Essa menina do vídeo aparenta ter por volta de 1 ano, e ela deve fazer manha há muito tempo. 
É bonitinho, é engraçadinho, mas não deve ser muito confortável para os pais.
Evito ficar criticando as atitudes de outros pais, mas procuro para analisar, fazer igual o que acho bacana, e fazer diferente o que reprovo.
Não há fórmulas prontas para criar um filho, pois cada ser humano tem uma personalidade, mas acredito que há táticas para condicionar a criança a se adaptar ao dia a dia da família.
Nos próximos posts comentarei mais sobre isso. Enquanto isso, divirtam-se com a situação desse pai...rs